Resumo: As commodities mais negociadas do mundo são petróleo, ouro, gás natural, prata, cobre, soja, milho, café, açúcar e trigo. Elas se dividem em energéticas, metálicas e agrícolas, e cada uma tem liquidez, horário e volatilidade diferentes. Antes de negociar qualquer uma delas, vale entender o que move seu preço e qual se encaixa no seu perfil de trader.
O que são commodities e por que movimentam o mercado
Commodities são matérias-primas negociadas em larga escala, com pouca ou nenhuma diferenciação de qualidade entre produtores. Um barril de petróleo Brent extraído no Mar do Norte é, para fins de negociação, equivalente a outro barril do mesmo tipo — o que muda é o preço, definido pela oferta e demanda global.
Elas costumam ser divididas em três grandes grupos. As energéticas incluem petróleo, gás natural e derivados. As metálicas reúnem ouro, prata, cobre e outros metais industriais ou preciosos. Já as agrícolas englobam grãos como soja e milho, além de softs como café, açúcar e algodão.
Esse comportamento de “produto padronizado” é o que torna as commodities tão sensíveis a eventos macroeconômicos. Uma decisão da OPEP, uma safra afetada pela seca ou uma mudança na política industrial chinesa podem mover o preço de uma commodity específica em minutos — o que explica por que ela é um ativo tão observado por quem já entende o funcionamento básico do mercado de trading.
Para quem já opera outros mercados, como forex ou ações, entender commodities amplia o leque de oportunidades: são ativos com dinâmicas próprias, que nem sempre se movem na mesma direção das moedas ou dos índices de ações.

Como as commodities são negociadas (à vista, futuros, CFDs)
Existem basicamente três formas de expor-se ao preço de uma commodity. A primeira é o mercado à vista (spot), em que o ativo físico muda de mãos quase imediatamente — pouco prático para o trader de varejo, já que exigiria receber barris de petróleo ou sacas de café.
A segunda é o mercado futuro, com contratos padronizados que fixam preço e data de entrega. É o modelo usado por grandes players institucionais e produtores que querem travar preços com antecedência.
A terceira, mais acessível para o trader individual, são os CFDs (Contracts for Difference). Com CFDs, você especula sobre a variação de preço da commodity sem precisar comprar o ativo físico ou lidar com contratos futuros complexos. É possível operar tanto na alta quanto na queda, com margem, e sem se preocupar com entrega física. Quem ainda não conhece o instrumento pode entender melhor como funciona a negociação com CFDs antes de aplicar a lógica a uma commodity específica.
Vale lembrar: alavancagem em CFDs amplia tanto ganhos quanto perdas, e esse ponto será retomado mais adiante, na seção sobre riscos.

As 10 commodities mais negociadas do mundo
A lista a seguir reúne as commodities com maior volume e liquidez nos mercados globais. Os valores de preço mudam a todo momento, então o foco aqui é entender a natureza de cada ativo — o que o move e por que ele atrai tanto volume — e não uma cotação específica.
1. Petróleo (Brent e WTI)
O petróleo é, disparado, a commodity mais negociada do planeta. Brent e WTI são as duas referências globais, e o preço reage a decisões da OPEP, tensões geopolíticas e dados de estoque nos Estados Unidos. É um ativo extremamente líquido, mas também um dos mais voláteis — quem quiser se aprofundar pode ver como negociar petróleo com mais detalhes técnicos.
2. Ouro (XAUUSD)
O ouro é o principal ativo de proteção contra incerteza econômica e inflação. Seu preço costuma subir em momentos de instabilidade global e recuar quando o apetite por risco aumenta. É uma das commodities preferidas de traders iniciantes por ter um comportamento relativamente mais previsível que o petróleo. Veja o guia completo sobre negociação de ouro para entender os principais fatores de preço.
3. Gás natural
Historicamente transportado por gasodutos, o gás natural ganhou um mercado global mais dinâmico com a expansão do GNL (gás natural liquefeito). É extremamente sensível a eventos geopolíticos e a fatores sazonais, como ondas de frio ou calor que alteram a demanda por aquecimento e energia.
4. Prata (XAGUSD)
A prata combina características de metal precioso e metal industrial, já que é usada tanto como reserva de valor quanto em componentes eletrônicos e painéis solares. Isso a torna, proporcionalmente, mais volátil que o ouro. Para quem considera essa commodity, vale entender como negociar prata antes de definir o tamanho da posição.
5. Cobre
Conhecido como um termômetro da atividade industrial global, o cobre é amplamente usado em construção civil, eletrônicos e veículos elétricos. Seu preço está fortemente ligado à demanda chinesa e a indicadores de manufatura ao redor do mundo.
6. Soja
Uma das principais commodities agrícolas do Brasil, a soja tem preço influenciado por safras, clima, câmbio e demanda da China — maior importadora global do grão. Eventos climáticos nos EUA e na América do Sul costumam gerar movimentos bruscos de preço.
7. Milho
Usado tanto na alimentação quanto na produção de etanol, o milho tem dinâmica parecida com a da soja: clima, safra e demanda por biocombustíveis são os principais fatores de preço. É comum ver correlação entre os dois grãos.
8. Café
O café arábica é uma das commodities soft mais negociadas, com o Brasil como maior produtor e exportador mundial. Geadas, secas e problemas logísticos nas principais regiões produtoras costumam gerar picos de volatilidade.
9. Açúcar
O preço do açúcar está conectado ao mercado de etanol — já que boa parte da cana-de-açúcar no Brasil pode ser destinada a um ou outro produto, dependendo da rentabilidade relativa. Isso cria uma dinâmica de preço particular, ligada também aos preços do petróleo.
10. Trigo
Commodity agrícola estratégica para a segurança alimentar global, o trigo é sensível a conflitos em regiões produtoras importantes, condições climáticas e políticas de exportação de países como Rússia e Ucrânia.

Como escolher qual commodity negociar primeiro
Não existe uma resposta única sobre qual commodity é “a melhor” — a escolha depende do perfil do trader. Alguns critérios ajudam a filtrar as opções:
- Volatilidade tolerável: petróleo e gás natural costumam ter movimentos mais bruscos que o ouro, por exemplo.
- Horário de maior liquidez: cada commodity tem uma janela em que o volume de negociação é mais alto, geralmente ligada ao fuso horário do mercado que mais a negocia.
- Correlação com outros ativos da carteira: operar uma commodity que se move na mesma direção de posições já abertas em forex ou ações aumenta a exposição total ao mesmo risco.
- Familiaridade com os fundamentos: quem acompanha notícias de energia tende a interpretar melhor o petróleo; quem entende agronegócio, os grãos.
Se você já opera forex trading, vale observar que pares como USD/CAD (ligado ao petróleo) ou AUD/USD (ligado a metais) já carregam parte dessa exposição a commodities — o que pode ser um ponto de partida natural antes de operar o ativo diretamente. E assim como na escolha de uma corretora para forex, os critérios para escolher uma corretora forex — spread, execução, plataforma — também se aplicam na hora de negociar commodities.
Ferramentas para negociar commodities
A plataforma mais usada para negociar commodities via CFDs é o MetaTrader, com gráficos, indicadores técnicos e automação. Quem está começando pode se beneficiar de entender a diferença entre MT4 e MT5 antes de escolher onde vai operar — cada versão tem recursos ligeiramente diferentes para análise e execução de ordens.
Indicadores técnicos ajudam a interpretar momentum e tendência em ativos voláteis como petróleo ou gás natural. Médias móveis, RSI e bandas de volatilidade estão entre os mais usados por quem negocia commodities — vale revisar um guia de indicadores para trading, já que os mesmos conceitos se aplicam a qualquer ativo negociado via CFD, não só a moedas.
Outro recurso comum entre traders de commodities é o uso de Expert Advisors (EAs) — robôs que executam estratégias automaticamente, sem depender de o trader estar na frente do gráfico o tempo todo. Isso é especialmente útil em ativos como petróleo e gás natural, que podem ter movimentos relevantes fora do horário comercial local. Nem toda corretora ou prop firm permite o uso de EAs livremente, por isso vale confirmar essa política antes de montar uma estratégia automatizada em cima de commodities.
Riscos ao negociar commodities
Commodities estão entre os ativos mais voláteis do mercado financeiro, e essa volatilidade pode se intensificar rapidamente diante de eventos como decisões da OPEP, quebras de safra ou conflitos geopolíticos. Operar com CFDs envolve alavancagem, o que amplia tanto ganhos quanto perdas — é possível perder mais rápido do que se imagina se o tamanho da posição não for compatível com o capital disponível.
Alguns pontos de atenção específicos:
- Gaps de preço em aberturas de mercado, especialmente após fins de semana ou feriados em regiões produtoras;
- Custos de swap (taxa overnight) em posições mantidas de um dia para o outro, que variam bastante entre commodities;
- Liquidez menor em horários fora do pico de negociação, o que pode ampliar o spread.
Nenhuma estratégia elimina o risco por completo. Antes de operar commodities com capital real — próprio ou de terceiros — é essencial ter um plano de gestão de risco claro, incluindo stop loss e um limite máximo de perda diária e total.
Como negociar commodities com capital de uma prop firm
Negociar commodities exige capital suficiente para suportar a volatilidade do ativo sem ser stopado por um movimento normal de mercado. Para quem ainda não tem esse capital disponível, uma prop trading firm oferece um caminho: você demonstra habilidade em uma avaliação e passa a operar com capital da empresa, dividindo o lucro gerado.
No modelo de desafio de prop firm, o trader passa por duas fases de avaliação — geralmente com metas de lucro e limites de perda diária e total — antes de receber uma conta fundada. Para quem já tem experiência e não quer passar pela avaliação, existe também a opção de funding instantâneo, mediante uma taxa de entrada.
Um ponto relevante especificamente para quem negocia commodities é a política de cada prop firm em relação a manter posições abertas no fim de semana e a cobrança de swap (taxa overnight). Ativos como ouro e petróleo frequentemente têm eventos relevantes fora do horário comercial — uma decisão da OPEP anunciada num domingo, por exemplo, pode gerar um gap significativo na abertura de segunda-feira. Prop firms que restringem esse tipo de operação limitam a estratégia do trader de commodities. Já modelos que permitem manter posições no fim de semana, sem cobrança de swap, dão mais liberdade para quem constrói posições de médio prazo em petróleo, ouro ou prata — inclusive com uso de Expert Advisors, já que nem toda firma libera automação.
Antes de escolher onde operar, vale comparar as principais prop firms para traders brasileiros, observando não só o profit split, mas também as regras específicas para os ativos que você pretende negociar. E se ainda não tiver certeza de qual commodity faz mais sentido para o seu estilo, testar a estratégia numa conta demo de trading antes de entrar num desafio pago é um passo recomendável.
Perguntas frequentes
Qual é a commodity mais negociada do mundo?
O petróleo, através dos contratos Brent e WTI, é a commodity com maior volume de negociação global, seguido de perto pelo ouro.
É possível negociar commodities sem comprar o ativo físico?
Sim. A forma mais comum para o trader de varejo é via CFDs, que permitem especular sobre a variação de preço sem lidar com entrega física ou contratos futuros complexos.
Preciso de muito capital para começar a negociar commodities?
Depende da forma de acesso. Operar CFDs com uma corretora exige capital próprio compatível com a volatilidade do ativo; já em uma prop firm, o capital de negociação vem da empresa após a aprovação numa avaliação ou pacote instantâneo.
Prop firms permitem negociar todas as commodities?
Isso varia por empresa. Algumas restringem instrumentos, horários ou o uso de automação (EAs). Vale sempre conferir as regras específicas antes de montar uma estratégia em cima de uma commodity específica.
Qual é o maior risco ao negociar commodities?
A combinação de alta volatilidade com alavancagem, que pode ampliar perdas rapidamente caso o tamanho da posição não seja compatível com o capital disponível e sem um plano de gestão de risco.
Aviso de risco: negociar commodities via CFDs envolve alavancagem e alto risco de perda de capital. Este conteúdo tem finalidade educacional e não constitui recomendação de investimento.
Sources and method: Definições e categorias de commodities baseadas em fontes públicas do setor de educação financeira (Admirals, EBC Financial Group). Características de cada mercado (fatores de preço, sazonalidade) descritas de forma estrutural, sem uso de cotações em tempo real. Informações sobre regras de negociação, profit split e políticas de swap/weekend referem-se aos termos vigentes da WeMasterTrade — consulte a página oficial de cada pacote para confirmar valores e condições atualizadas [VERIFY / ADD SOURCE antes de publicar caso os termos tenham mudado].


